"Deus e o Tecelão"

17/12/2007

SOBRE O SERMÃO DO MONTE (Mt:5/6/7)

Arquivado em: - Sobre o Sermão do Monte — Tecelão @ 05:02
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- Bem aventurados os que reconhecem a pobreza de sua condição espiritual e buscam a ajuda de Deus. Pois serão guiados até Ele.
- Os que choram, pois estão muito próximos do arrependimento, e poderão ser perdoados e consolados.
- Os humildes, que são como crianças dispostas a aprender e receber, pois viverão em Paz na terra.
- Os que buscam ser justos, pois conseguirão.
- Os misericordiosos, que sentem as dificuldades dos outros como sendo as suas, e que tem o coração disposto p/ receber, pois receberão.

- Os puros que buscam a Deus sem se corromper, pois O encontrarão.

- Os que buscam a Paz, pois apresentarão o Pai aos homens,através de suas condutas.
- Os que se mantém firmes nos caminhos dos ensinamentos de Deus mesmo se sentindo excluídos
e perseguidos pelos outros.

Nossos exemplos de vida espiritual, tem que ser completos e vistos claramente por aqueles que estão próximos de nós, para que Deus seja reconhecido, evidenciado e glorificado por todos. Nossa justiça tem que ser mais verdadeira que a simples propagação das mensagens de Deus para os outros; tem que ser vivida.Grandes diante de Deus, são aqueles que compreendem, praticam e ensinam as verdades sobre o seu reino.

Para Deus, Matar tem o mesmo peso da ira ou de um simples deboche, pois são atitudes que revelam nossa total falta de amor p/com o próximo.

Não podemos cultuar a Deus acompanhados de nossas injustiças (iniquidades), Ele não aceitará a nossa presença, antes é necessário repararmos os danos causados aos nossos semelhantes, e não devemos resistir nem argumentar diante do próprio erro.

Cobiçar, trair, repudiar alguém, nada mais é do que a nossa vontade atravessando e ferindo as pessoas a nossa volta, direta ou indiretamente; se o nosso corpo nos domina, melhor é que nos falte num pedaço dele; e mesmo nos sentindo mutilados acreditem, os conceitos desta vida não penetrarão na eternidade em Deus.

Não devemos jurar, prometer, nem mentir para Deus nem para os homens, pois é certo que não temos o poder de dominar nossa vida nem prolongá-la; seja o sim, sim e o não, não; o que disso passar nos afasta de Deus, que é quem determina o rumo de nossas vidas.

Se a injustiça e a maldade estão muito próximos, devemos dar o 1º passo em direção a inverter este contexto ao qual estamos inseridos; não façamos aos outros o que eles fazem conosco. Não podemos ser coniventes com estes sentimentos, revidando estes atos.

Devemos procurar em nossas conversas (orações) com Deus, compreender as limitações dos outros e mudar nossas atitudes para com eles, pois nós também somos limitados em nossos erros, e todos estamos sujeitos a dias de sol e dias de chuva.

Temos a obrigação de compreender e seguir perfeitamente as verdades de Deus e suas leis, pois Ele foi perfeito ao criá-las para nós que somos seus filhos.

Não podemos moldar os padrões de justiça e obra espiritual, aos padrões de aceitação dos homens, para sermos vistos e aceitos por eles.O verdadeiro amor ao próximo, procura sentir e entender o que ele sente p/poder ajudá-lo; e devemos manter a privacidade desta atitude, como algo que só diga respeito a Deus, ao próximo e a nós.

Somente devemos nos dirigir a Deus em conversas particulares (orações), e com a finalidade de busca do conhecimento sobre seu reino, sua vontade, suas alianças, sobre o perdão e também p/nos reconhecermos em nossas limitações, erros, tentações (vontades) etc… Deus tem o poder para nos fazer reconhecer a nós mesmos e nossos erros, e nos fazer entender a base e a finalidade do perdão em nossas vidas.

O amor a Deus ( orações, jejuns etc…) assim como o amor ao próximo ( obras, esmolas, etc…) para ser verdadeiro diante de Deus, tem de ser entendido e exercido em nosso mais secreto interior.

Nossos sentimentos são de nossa inteira responsabilidade, são reflexos de nossos olhos, nossa visão da vida. Vemos aquilo que queremos ver, e somos aquilo que queremos ser.Neste mundo de ilusão, devemos depositar as esperanças de nossos corações nos verdadeiros tesouros oferecidos por Deus, para encontrarmos a Paz e a sua proteção.Devemos em 1º lugar compreender a vontade de Deus e sermos justos como Ele deseja, aí sim todo o resto nos será acrescentado. Nas preocupações pela vida, já basta a cada dia o seu próprio mal, não devemos aumentar esta cota de injustiças e interesses particulares que atropelam, ferem os outros e nos afastam de nosso criador.

Como podemos observar, medir e julgar os erros dos outros, e condená-los ao afastamento de nossas vidas e relacionamentos, se somos todos somos devedores do erro e também não gostamos de nos sentir medidos, julgados e excluídos?

Como nos achamos capazes de ajudar o próximo com seus erros se não admitimos a possibilidade de recebermos ajuda para os nossos?

Está difícil por em prática tudo o que foi anunciado?

Peça, busque, bata e Deus nosso Pai abrirá a porta para que entre e receba as coisas boas de seu reino. Apenas temos que compreender que aos olhos de nosso Pai, somos todos absolutamente iguais e em tudo devemos tratar os outros, como gostaríamos de ser tratados.Deus, nos abre esta porta estreita, e nos conduz por caminhos nem tão apertados assim, se aceitarmos um regime de caráter espiritual, para eliminar o peso de nossos erros.Pena que são poucos os que pedem, buscam, batem e entram.

Para nos orientar nesta busca e caminhada nosso Pai nos dispõe os seus servos, os profetas, que anunciam o seu reino e sua verdade, e nos dá a capacidade de reconhecê-los através de seus frutos; porém nos recomenda especial atenção aos diversos profetas e seus mais variados frutos (que satisfazem os mais variados paladares), sobre isso J.C. foi enfático ao dizer que nem todo aquele que me diz “senhor”, poderá se aproximar de Deus; os frutos que não alimentam, e fenômenos como a manifestações de demônios, milagres e profecias que vão além da verdade autorizada, definitivamente não nos recomendam à Deus, pois não aperfeiçoam nossa consciência, os nossos sentimentos, e não conseguem camuflar a iniquidade (injustiça), que segundo J.C. vai se manter definitivamente afastada de Deus.

Mais vale a prudência e a sensatez de alicerçarmos nosso coração e espírito, com a ajuda do Espírito Santo, sobre a verdade de Deus imutável e inabalável como uma rocha, para não sofrermos eternas perdas e decepções; pois só se aproximará de Deus aquele que cumprir a sua vontade!

E eu… continuo me maravilhando com a autoridade dos ensinamentos de J.C.

COMENTÁRIOS:

  1. Achei muito interessante este atigo, pois nos conduz a uma reflexão mais profunda sobre os ensinamentos de Jesus, e sobre o preço que temos que pagar para ser seus discipulos.<!– @ 10:28 pm –> Comentário por Izaías Sabino | 9 janeiro, 2008 |
  2. Grande Izaías!
    A idéia e a vontade de Deus é exatamente esta: nos conduzir de volta à Sua presença através dos ensinamentos básicos e verdadeiros de Jesus; e como ele sempre falou por parábolas, não seria o sermão do monte um alerta sobre os nossos erros reais, com uma lista de coisas que não conseguimos fazer sozinhos e, como sugere seu epílogo, a necessidade urgente de voltarmos a praticar o 1º e Maior de todos os mandamentos: – Ame o senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo seu entendimento ?
    Não existe um preço à pagar por este grande presente de Deus, basta querer compreende-lo, aceitá-lo e Ele nos ajuda. Nosso Deus e Pai, não nos pediria nada além de nossa capacidade. Peça, Busque, Bata e Entre !
    Existe uma citação Judaica de aprox. 100 a.c. (recentemente descoberta e já considerada como apócrifa) que diz : – “… As Leis de todas as coisas estão em Suas mãos e Ele supre todas as necessidades delas”.
    Leia as outras postagens deste blog (e deixe comentários!) e veja o caminho que estou percorrendo para tentar compreender e amar a Deus, e ser capacitado por Ele a amar o próximo. Aproveite a carona o preço é baratinho, é de grátis! rsrsrsrsrsrs!
    inté ! Comentário por tecelao | 11 janeiro, 2008 <!– @ 2:25 am –> |

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