Aquele que não está comigo, está contra mim; aquele que comigo não ajunta, espalha. Por este motivo eu lhes digo:…a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada… quem falar contra o Espírito Santo, não será perdoado, nem nesta era nem na que há de vir.
Considerem: Uma arvore boa dá fruto bom… pois uma arvore é conhecida por seu fruto… … Mas eu lhes digo que,… os homens haverão de dar conta de toda a palavra inútil que tiverem falado…”
Então alguns dos fariseus e mestres da lei lhe disseram: “Mestre, queremos ver um sinal miraculoso feito por ti”.
Ele respondeu:… nenhum sinal lhe será dado… …exceto o de Jonas… e dos Ninivitas que se arrependeram com a pregação de Jonas, e agora está aqui o que é maior do que Jonas. A rainha do Sul… ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e agora está aqui o que é maior que Salomão…
Falava ainda Jesus à multidão quando sua mãe e seus irmãos chegaram… querendo falar com ele.
“Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”, perguntou ele. E, estendendo a mão para os discípulos disse: “… quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.
- Compilação dos textos essenciais sobre o tema de blasfêmia, alertado por J.C. em Mt 12: 30-50.
- Foram compilados, por estarem intercalados com outros ensinamentos sobre demonologia, juízo final e também sobre crucificação; e que não vem ao caso no contexto do momento!
O Espírito Santo é o veículo da Verdade absoluta de Deus, de Seu Reino e de Sua Vontade, jamais apresentada aos homens com tamanha grandeza e verdade como em J.C.
Negar as verdades do Espírito Santo apresentadas em Sua Vida, Obra, e Sacrifício é gravíssimo, é o mesmo que acusá-lo de mentir; e foi exatamente o que os fariseus e “mestres” da lei da época fizeram ao denegrir a imagem do Espírito Santo de Deus em J.C., tentando desacreditá-lo junto ao povo.
Se opuseram a J.C., distorceram e fragmentaram as verdades de Deus, segundo os interesses humanos, contribuindo (sob a ótica de Deus) para manter as pessoas cativas em seus pecados, isoladas espiritualmente e espalhadas em si mesmas e seus interesses particulares, ao invés de ajudar J.C. a reuni-las espiritualmente em torno da Fé em Deus, da Verdade no Espírito Santo, e na unidade total entre os homens.
Por este motivo, por argumentar contra os ensinamentos de J.C. deturpando a obra do Espírito Santo de Deus e minimizando a sua importância, é que J.C. nos alertou sobre a realidade das blasfêmias contra as Verdades do Espírito Santo e contra a proposta de Seu Reino, desmerecendo assim o perdão de Deus. Argumentos que “moldam” a Verdade absoluta de Deus colocando-a em segundo plano para nossas condutas, não passam de palavras e conceitos inúteis, aos quais se pedirão contas, pois não nutrem a produção dos verdadeiros frutos espirituais, desconsideram os critérios Verdadeiros e Justos de avaliação do Deus Altíssimo para cada arvore e cada fruto, e fazem-no passar por mentiroso diante do mundo.
Em resposta aos religiosos da época, J.C nos ensina que os verdadeiros “sinais miraculosos” só acontecem quando a fé dos homens interage com as verdadeiras mensagens de Deus, produzindo frutos; e que é nele, em Jesus, que se encontra o que é maior do que todos os profetas e sábios, o que tem o poder de nos conduzir à toda Verdade; ao reconhecimento de nossos verdadeiros pecados espirituais e ao arrependimento verdadeiro para remissão e perdão dos mesmos (assim como nos Ninivitas), e também de nos apresentar à verdadeira Sabedoria Espiritual em Deus (como a procurada e aceita pela rainha do sul), capaz de nos dar o discernimento exato para, inclusive, identificarmos a nossa verdadeira família espiritual, segundo a ótica e a Verdade Espiritual de Deus, e não a dos homens.
Quantas são as vezes em que fazemos passar por mentirosas as Verdades do Espírito Santo de Deus contidas nos ensinamentos de J.C., por conta de nossas confortáveis escolhas na busca da auto-justificação espiritual, em meio a tantas palavras que as Escrituras Sagradas nos oferecem para cada situação?
Basta uma análise verdadeira e comparativa com a vida e obra de J.C., para encontrarmos a Vontade Soberana de Deus em suas palavras; e devemos tê-las (as de Jesus que é maior, inclusive, do que todos os que dele falaram posteriormente!) sempre como parâmetro, como referência, da Verdade do Espírito Santo, para não apresentarmos ao mundo uma imagem deturpada da Vontade de Deus, de Sua Palavra e de Seu Reino, e tampouco contribuirmos para que Seu Nome seja blasfemado e desgastado entre os homens por conta de nossa conduta; acredito que isto também não tem perdão.
Acredito ser este o sentido espiritual de blasfêmia, que muito me aflige, e me faz ter longas conversas com o meu Deus e Pai.
